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Devagar

Certo eu não entendi Faça, pegue, busque, traga aqui Quando saiu atrás Na frente estava A morte caminha Burana na face Rosada que lava...

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O Hacker

Então, tragam  logo  para cá.

_Mas senhor eu não fiz nada, dizia o garoto puxado a força pelo policial, que o jogou de qualquer jeito na viatura.

O policial pegou o RG do garoto e deu uma rápida olhada rápida, e disse:

_Novembro de 1985, é você não é tão garoto assim vai pegar uns bons anos na cana, seu Hackerzinho de merda, estamos com seu notebook em mãos e quando conseguirmos cruzar os dados das empresas invadidas com o seu computador você estará encrencado, agora vamos para a delegacia você terá uma longa conversa com o delegado.

Chegando no DP foi jogado em uma cela imunda que uma média de dezesseis metros quadrados o hacker suspirou, e disse pra si mesmo, agora estou encrencado.

A cela tinha mais quinze pessoas, uma mais esquisita que a outra, e estavam curiosos quanto ao novo visitante, um cara falou: _ A moça é minha, e todos foram para os cantos da jaula, abrindo espaço para mostrar quem mandava no lugar. O cara estava em um canto da parede, era muito feio devia pesar uns 130 quilos.

O hacker olhou pra ele e pensou como é feio, e será que esse maluco nunca toma banho.

Todos deram risada e olhavam com prazer o novo morador daquela horrível residência, o gordão foi se aproximando dele com aquela cara de excitação que somente uma pessoa muito perturbada poderia fazer, chegou no seu ouvido e sussurrou, a noite é só eu e você benzinho.

Já havia passado quatro horas que o hacker tinha sido jogado naquela cela imunda, mas para ele parecia uma eternidade mas agora que o gordão chegou na sua orelha e falou baixinho um monte de obscenidades, ele começara a se preocupar.

O gordão passou a mão em seu rosto, nessa hora ele sentiu vontade de vomitar.

Foi quando o carcereiro chegou e disse: _O delegado quer falar com você hacker, e o tirou daquele, horror.

Entrando na sala do delegado, ele sentiu-se mais aliviado, mas sabia que rapidamente estaria nas mãos do gordão, iria sofrer grande pressão psicológica por parte dos policiais e depois ao voltar a cela ficaria pior. Foi quando o delegado rompeu o silêncio, perguntando então você é hacker?

_Não eu sou somente técnico de informática, não tenho conhecimento para invadir sites ou sistema de empresas, que é a alegação que estão fazendo para me incriminar.

_Isso é verdade eu tive vendo seu computador e nele tem Linux instalado e o que consta nos autos é que as empresas foram invadidas por um Windows XP, e isso lhe inocenta do caso, vou pegar o seu computador e seus pertences.

Enquanto isso do outro lado da cidade outro delegado tentava falar ao telefone, mas só dava ocupado, viu que não iria conseguir falar ao telefone, então pegou o carro e saiu feito um louco para a delegacia onde encontrava-se o nosso hacker. Era o delegado de crimes cibernéticos de São Paulo.

O rapaz agora era um ex-presidiário e já estava na porta da frente da delegacia, com seu notebook debaixo do braço direito, assoviava feito um pássaro, chegou a avistar um carro cantando pneus próximo a delegacia, o veículo parou de frente a ele e desceu o delegado que a pouco tentara fazer uma ligação telefônica sem sucesso, o carro ficou com as portas abertas e o homem subiu os 15 degraus da escada antes de entrar na delegacia pulando de três em três.

_Onde está o hacker?

_Oras, foi solto, conforme conversamos a uma hora atrás, era inocente, não?

_Puts, era ele o hacker, ele é considerado um dos maiores hackers brasileiros, tínhamos ele preso, agora vai ser difícil pega-lo novamente. Ele é ligeiro, usa documentos falsos, e para despistar utiliza máquinas virtuais. Enquanto todos estavam pensando que a maquina dele era um Windows XP, e ele aparece com um Linux, na verdade ele funciona um sistema dentro do outro.

By Gilvan

O Bote de Rapé

 O Bote de Rapé


PERSONAGENS:


Tomé, Um relógio na parede, Elisa - sua mulher, O nariz de Tomé, Um caixeiro o bote de rapé  CENA I:


  TOMÉ, ELISA (entra vestida)


TOMÉ — Vou mandar à cidade o Chico ou o José.


  ELISA — Para... ?


 


  TOMÉ — Para comprar um pacote de rapé.


  


  ELISA — Vou eu.


  TOMÉ — Você?


  ELISA — Sim. Comprar um sapato novo, comprar dois vestidos, um deles com pinças


  um chapéu com uma rosa, Um par de luvas, uma camisóla,  


  pegar o vestido azul que  encomendei, e um véu... Que mais? Mais nada.


  TOMÉ — (rindo)


  Dize logo que vai de uma só vez buscar


  Tudo quanto existe na 25 de março.


  Pois bem meu anjo, desde que  traga me o rapé.


  ELISA — Nada mais? Um CD? Um pen draive? Um contonete?


  Não quer que eu leve um recado ao Dr. Isaque?


  Charuto? Algum livro? Aproveita, Tomé!


 


  TOMÉ — Nada mais; só preciso do pacote de rapé...


  


  ELISA — Um pacote de rapé! Você bem sabe que a tua Elisa...


 


  TOMÉ — Estou doente e não posso ir à rua.


  Essa asma infernal que me persegue... Está vendo?


  Melhor seria matá-la e morrer de uma vez,


  Do que viver assim com tanta cataplasma.


  E ainda há algo pior do que isso! ainda pior que a asma:   


  Não tenho rapé.


 


  ELISA (rindo) — Oh! se pudesse me  


  livrar disto para sempre, e acabar, acabar


  Esse vício tão feio! Antes fumasse.


  Há vícios idiotas e vícios elegantes.


  O charuto é bem visto, aromatiza, influi


  Na digestão, e até dizem que restitui


  A paz ao coração e dá risonho aspecto.


  TOMÉ — O vício do rapé não é imprudente.


  Indica desde logo um homem de razão;


  É livre no mercado, e se usa no salão


  já vi usarem na igreja.


  Uma boa pitada, as idéias areja;


  Dissipa todo meu mau humor


  Quando estou a ponto de pôr  a casa abaixo!


  Vou ao meu santo rapé; abro a bolsa, e tiro


  Uma grossa pitada e rapidinho aspiro;


  Com o lenço sacudo algum resto de pó


  E ganho só com isso a mansidão de Jô.


  ELISA — Não duvido.


  TOMÉ — ainda mais: até o amor aumenta


  Com a porção de pó que recebe uma venta.


  ELISA — Talvez tenhas razão; depois de um pitada te encontro com mais amor,


  e cheio de ternura...


  TOMÉ — Minha flor,


  Se queres ver-me terno e amoroso contigo,


  Se queres reviver aquele amor antigo.


  Vai depressa.


  ELISA — Onde, onde?


  TOMÉ — Na casa do norte;


  Dize-lhe que me mande a marca de sempre.


  


  ELISA — Catuaba, não?


  TOMÉ — Catuaba. Que é isso?


  ELISA — Para aumentar o amor.


  TOMÉ — Ah, o amor? Ah tá, bem, vá.


  ELISA — Até logo, Tomé.


  TOMÉ — Não se esqueças.


  


  ELISA — Já sei: um pacote de rapé.


  (sai)


        CENA II


  TOMÉ, depois o seu NARIZ


  TOMÉ — Que zelo comigo! Como se preocupa! Sempre disponível! Vai onde eu peço sem criar caso!


  Quase não tem tempo para dormir.


  Tá bom não é pelos afazeres,


  é por conta do forró na casa do tio


  era a fasta do irmão dele


  Vai o Guedes, o Paca, o Rubirão, o Cruz,


  A viúva do Silva, a família do Mata,


  Um banqueiro, um vereador, creio que um deputado.


  Dizem que o orçamento da festa ficou em R$5.000,00.


  Não dúvido 2 bandas de forró


  uma ceia, os bolos, os pastéis,


  Refrigerante, chá, café... vai ser caro mesmo.


  E eu desde já me preparo


  Vivendo só de água e rapé.


   


 


  O NARIZ — Olá, Sou eu; peço a você


  mate me a vontade, inserindo um pouco de tabaco.


  Há três horas jejuo, e já me sinto fraco,


  Nervoso, impertinente, estúpido, — nariz, Em suma.


  TOMÉ — Um infeliz consola outro infeliz;


  Também eu tenho a cuca um pouco transtornada,


  E gemo, igual a você, à espera da pitada.


  O NARIZ — O nariz sem rapé é alma sem amor.


  TOMÉ — Olha podes cheirar esta pequena flor.


  O NARIZ — Flores; nunca! jamais!  


  Há alguém que goste de cheirar esse produto imundo?


  Um nariz que se preza odeia esses aromas.


  Gosto de outros prazeres das cavernas nasais.


  Quem um dia aspirou aquele pó divino,


  Deixas as rosas e o mais às ventas do menino.


  TOMÉ — (consigo)


  Acho neste nariz bastante elevação,


  Dignidade, critério, empenho e reflexão.


  Respeita-se; não desce a farejar essências,


  Desodorantes é observador.


  


  O NARIZ — Vamos, uma pitada!


  


  TOMÉ - Um instante, infeliz!


  


  (à parte)


  Vou dormir para ver se aquieto o nariz.


  (Dorme algum tempo e acorda)


  Nossa! Que sonho; ah! Que horas são!


  O RELÓGIO (batendo) — Uma, duas.


  TOMÉ — Duas! E a minha Elisa a andar por essas ruas.


  Coitada! E este calor que esta de matar


  me lembra o pobre Ceará.


  Esqueceu de me dizer se ia de taxi.


  Que diacho! Também saiu com tanta pressa!


  Pareceu-me, não sei; é ela, é ela, sim...


  Este passo apressado... É você, Elisa?


   CENA III


   TOMÉ, ELISA, UM Menino (com uma caixa)


   ELISA — Enfim!


   Entre cá; ponha aqui toda essa mercadoria.


   Pode ir.


  (Sai o menino)


 ELISA  -  Como está ficou bem?


  TOMÉ — Como sempre; a asma danada


  Sossegou depois que dormi.


  


  ELISA — Vamos agora ver tudo que comprei.


                                       (Fecha a porta).


  TOMÉ — Mas primeiro descansa.  


                                     (Vão até a mesa).


  Tomé - Vi que voltou disposta.


   ELISA — E torrada.


   TOMÉ — É hoje o sol parece estar cruel.


    Vejamos o que vem aqui neste pacote.


    


    ELISA — É o chapéu. Achas bom?


                                     (Ele abre e olha a contragosto)


    TOMÉ — Excelente.


    Coloca.


                                           


     ELISA — Deve cair um pouco para frente. Vai ficar bom?


     TOMÉ — Nunca vi um chapéu tão xique, é para festa.


         


                                      (Ela tira o chapéu e observa a flor )


     


       ELISA — Acho muito engraçada esta florzinha azul.                        


       Vê agora a camisola, é de linho


       superior. fiz sob encomenda,


       é a melhor que se pode fazer.


       Na perfumaria comprei creme, condicionador e xampu.


       TOMÉ (impaciente)


        ELISA — Na praça comprei uma flor de plástico, linda...


        Cinco rosas da China.


        Uma, três, cinco. São bonitas?


       TOMÉ — Só coisa boa, alta qualidade.


       ELISA — Comprei luvas para festa, creme facial, papel crepon, gel cola;


       Antena para TV


       TOMÉ  - Comprou o conversor para TV Digital?


        


        ELISA - Não, precisa?


        Ah, tá depois eu compro.


       Olhe este pano; que lindo! que tecido!


       Não sei se dá para fazer a saia de um  vestido.


       TOMÉ — Dá.


       ELISA — Comprei um vestido pronto, e peguei o que estava encomentado, o sapato,  


       Comprei mais piranhas para cabelo ...  e mais este chapéu.


      TOMÉ — Já me mostrou o chapéu.


     


      ELISA — Fui também ao Godinho,


      Ver as meias de seda e um vestido de linho.


      Um não, dois, foram dois.


      TOMÉ — Mais dois vestidos?


      ELISA — Dois...


      Comprei lá este leque e estes grampos.  


      Para não demorar, fui na mesma hora,


      A provar o vestido na casa da Aurora.


      Ah! Se pudesse ver como me fica bem!


      No corpo cai feito uma luva. Imagina que tem...


     TOMÉ — Imagino, imagino. Olha, tu pões-me tonto


     Só com a descrição; prefiro vê-lo pronto.


     Esbelta, como você é, vou achar bem melhor, no teu corpo.


     ELISA — Verás, verás que é um primor.


     Oh! a Aurora! aquilo é uma grande artista!


     TOMÉ — Não passou no dentista?


     ELISA — Passei; vi lá a Amália, a Clotilde, o Rangel,


     A Maria, que vai casar com o Doutor Albernaz...


     TOMÉ — Albernaz?


    ELISA — Aquele que trabalha


    Com o Gomes, que a mulher tinha um vestido de palha...


    TOMÉ — De palha?


    


    ELISA — Cor de palha, com uma cobertura de pequenas teias,


    Luvas cor de pinhão, e a cauda atada a um nó de cordão;


    o chapéu tinha uma flor cinzenta,


    E tudo não custou mais de cento e cinqüenta,


    Conversamos sobre o forró; a Amália diz que o pai


    Brigou com o Dr. Coutinho e lá não vai mais.


    A Clotilde disse ter usado todo o perfume francês que custou mais de 800 reais.


    O NARIZ (baixo a Tomé)


    Senhor, uma pitada!


   TOMÉ (com intenção, olhando para a caixa)


   Mas ainda tens aí uns pacotes...


   ELISA — Sabão;


   Estes dois são de alface e estes de alcatrão.


   Agora vou mostrar-te um lindo chapelinho


   De sol; era o melhor da casa do Godinho.


 


   TOMÉ (depois de examinar)


   Bem.  


   ELISA — Senti, já no ônibus, um grande incômodo.


   TOMÉ (aterrado)


   Que foi?


   ELISA — Tinha esquecido as botas no Queirós.


   Desci; fui logo as pressa e trouxe estes dois pares;


   São iguais aos que usa a Chica Valadares.


  TOMÉ (recapitulando)


  Flores, uma camisola, botinas, renda e véu.


  Luvas e cremes, antena para tv, piranhas, chapéu,


  Dois vestidos de linho, pano para saia,


  Chapelinho de sol, meias de seda...


  (Levando os dedos ao nariz)


  Vamos agora ver a compra do Tomé.


 ELISA (com um grito)


 Ai Jesus! esqueci-me do  teu pacote de rapé!



Autor: Machado de Assis


Adaptação by Gilvan

DESCABIDO E SEM MEDIDAS

22/05/14


Personagens


CLIENTE, DONO DO BAR e BEBADO, CRIANÇA, MULHER


cerveja-clip-art-caneca_430493Em um bar um bêbado e um cliente estão na frente do balcão trocando ideias com o dono do bar, enquanto outras estão em uma mesa trocando ideia e bebericando.


Cliente


_Não dá para entender, a água suja do nosso banheiro vai para o mesmo lugar onde coletamos a água para tratar e beber, fala o cliente.


Bêbado


_Eita que primeiro “nóis” põe o troço pra fora e depois o servimos a mesa, isso faz me lembrar alguns metidos a besta por ai, que são chiques e inteligentes e nem sabem que consomem água batizada. Ai garçom desce uma branquinha pra mim, pra passar o gosto ruim.


Dono do bar


O dono do bar pega a pinga e o copo, abre a pinga e despeja no copo, enquanto trabalha comenta.


_É, esse esgoto deveria ser tratado antes de cair na represa. seria mais fácil tratar, para fazer a distribuição depois.


Bêbado


_É, isso mesmo, rico bebe água potável, e pobre bebe a “porcavel”, eca. Ai garçom dobra a dose, que o negócio tá feio hoje, tem que matar as bactérias e prepara uma garrafa extra, pois vocês estão muito nojentos, e a partir de hoje eu só escovo os dentes com água ardendo.


Cliente


_É água ardente burro.


Bêbado


_ Desce uma de burro também, essa branquinha é nova, eu só conhecia a de cana. Será que é boa essa de burro?


Cliente


_Voltando ao assunto, já estão fazendo a canalização para tratar a água, segundo as estimativas, acaba em 2017.


Bêbado


_Só se for em agosto.


O dono do bar e cliente


_Agosto?


Bêbado


_Agosto de Deus. Estão numa enrolação danada, pegaram o dinheiro do projeto Jamaica.


O dono e cliente quase que gritando:


_Jamaica?


Bêbado


_É, do japão, da turma dos samurai, Jaspion....(pensa um pouco) Jiraia.


Cliente


_Projeto JICA sua mula.


Bêbado


_Mula não, é do japão, eu lembro, as mulas não desembolsariam uma grana dessas, acho que (pensativo) 150 milhões.


Cliente


_É eu lembro essa grana era pra fazer um projeto bem legal.


_Algo que seria em torno da represa, se me lembro bem o nome era estrada Parque e


segundo o que falavam do projeto ia seguir boa parte, da Estrada dos Alvarengas.


_Mas pelo que dizem o dinheiro foi disponibilizado, mas o projeto nunca saiu do papel.


BEBADO


_Deixa de ser mal agradecido, o tal projeto foi feito, você não lembra na frente da vila união, fizeram o tal parque de merda.


DONO DO BAR E CLIENTE


_Parque de merda??


DONO DO BAR


_Ouvi falar de um parque na frente do posto de saúde, chamava se parque de varsea.


CLIENTE


_É me lembro colocaram uns pneus velhos, uns pedaços de pau. Não se via nenhuma criança, somente bois e vacas. E só se via coco de animais por lá, talvez por isso tenha herdado o nome carinhoso de Parque de merda.


BEBADO


_É eu acho que ai se foram os 150 milhões do projeto Jamaica.


DONO DO BAR E CLIENTE


_É JICA burro.


BEBADO


(Pensativo)


_Burro, ou JICA??


ENTRA UMA CRIANÇA


CRIANÇA


Criança na entrada do bar, Todos voltam a atenção para criança,


_Pai, pai a mãe perguntou se o senhor não volta pra casa, e onde está o arroz e o feijão que ia comprar.


BEBADO


_ Ih, bebi de cachaça. Agora a vaca vai pro brejo, eu vou devolver a sua garrafa de “aguardendo”, e ver o que consigo no mercado.


O bêbado paga o dono do bar e sai falando:


_E o pior é que não tem mais mercado aberto!


_Boa noite, falou até amanhã, fui.


CLIENTE


_Tá enrolado. Vou embora também.


DONO DO BAR


_É vou fechar o bar, até a próxima senhores.


Bêbado


O bêbado sai perambulando pela rua, resmungando palavras desconexas, e entra em uma casa.


_Boa noite querida.


MULHER


_Você não tem jeito mesmo, já está bêbado e nem comprou o que lhe pedi.


BEBADO


_Eu tenho jeito quem não tem é a nossa cidade.


_Tão dando água batizada pra “nóis” beber.


MULHER


_ Deixa de ser besta homem a água é tratada com cloro.


BEBADO


_Se for assim, pelo tanto de cloro que botam daqui a pouco vamos ter cândida encanada.

Valores invertidos

sonho de criana2-m

Valores invertidos

Um menino carteiro põe as cartas na caixa do correio.
O menino dono da casa vai saindo e tira o bolo de cartas.
O que será que a prefeitura quer?
IPTU. Caramba que facada.
Uma do Estado. Ah, o IPVA.
Vamos ver.
Um menino policial vem se aproximado com papel e caneta e já vai anotando e diz.
Estacionar em lugar irregular se o dono não aparecer vai ser guinchado.
O menino de dentro da casa diz eu sou o dono, o senhor não vai multar o carro por estar na frente da minha casa vai?
_Com certeza reponde o policial.
_Mas eu já vou tirar.

 _Tire logo se não vai ser guinchado.
_Ai caramba.
_Isso mesmo é 127 reais mais 5 pontos na ca


rteira.
_Isso é um absurdo.
_Vamos parar a discussão se não vai ser preso por desacato.
O menino põe as cartas na caixa do correio e vai correndo tirar o carro da frente da casa.
Estaciona o carro o policial pede pra ele assinar e vai embora.
Volta a pegar as cartas.
Opa e essa? Ish, essa é uma multa por avançar no sinal vermelho, conta de luz, conta atrasada da escola do filho.
Fica pensativo.
Entra pra dentro de casa e diz.
_Filho você vai voltar a estudar no estado não consigo mais pagar sua escola.
Mas tem 2 anos que estou no estado!!!
Ai caramba.
A mulher aparece José eu vou embora não aguento mais tanta conta não se tem dinheiro nenhum nessa casa.



Derrepente começa ouvir vozes.
_Filho acorda tá na hora de ir pra escola...
_Ufa ainda bem que era um sonho não quero ser adulto nesta vida não.

By Gilvan Simão Nunes.

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