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Devagar

Certo eu não entendi Faça, pegue, busque, traga aqui Quando saiu atrás Na frente estava A morte caminha Burana na face Rosada que lava...

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Ruas

Perco o sono acendo um cigarro, não penso em nada que vejo no mundo que passa através das grade do portão da casa, o cigarro acaba, quase queimou meus dedos, droga em que mundo estou, me sinto como um astronauta em gravidade zero, sinto me enojado, pequeno diante de mim.

O que eu seria?

O que poderia ser?

A vida parece ser um ato tão pequeno, um grão de areia que penetra a concha, mas não chega a formar a pérola.

Acendo outro cigarro, tomo meu anti depressivo, tento apagar em minha mente minha existência.

Autor: Lindon Insano

Futuro

Todos querem um futuro com final feliz, mas se você estivesse com câncer ou morresse de repente do que adiantaria pensar no futuro, você fez suas preces para Deus ele não respondeu, você ficou bravo. Ao ver alguém em melhor situação logo pensa não podia ser eu.

Acho engraçado esse povo, eu quero a desgraça, o fim a luta, nem que seja trinta dias diretos sem cessar. Essa porra toda não dizem que é só passagem, então ora pois embarque logo na sua vida, ou vire um psicótico degenerado mate me, eu espero o fim calmamente, de nada me arrependo, o que não gostou, me ame forçado, pois eu sempre estarei aqui aguardando a hora, eu não vou lhe dar nenhuma das faces pra bater.

Autor: Lindon Insano

Querer bem, bem querer

A todos aqueles que quero bem, desejo-lhes desgraça, dor, fome e toda a sorte de peste, para que aprendam a ser fortes alcancem o topo da pirâmide social com méritos próprios sem necessitar de livros de auto-ajuda ou mesmo de Deus.

Quando se sobe a montanha das conquistas a visão do que fica para trás é turva e nublada, e você percebe que foi em vão foi enganado. Melhor assim pra você, ao olhar para trás e nada enxergar, você não percebe quantos foram soterrados, enganados, assassinados, tirados do seu direito de respirar o puro ar de uma doce manhã de outono, e tudo para que? Para um imbecil chegar ao topo ser o primeiro, ter status.

Então façamos diferente, desejo tudo para você, tudo aquilo que esta no primeiro parágrafo, mas que você seja forte inteligente, não seja manipulado, não seja massa, que você junte-se a outros iguais. E todos vão se unir para destruir essa maldita pirâmide social que tanto divide as pessoas, que todos tenham direito de ser importantes, que todos sejam fortes, que não exista o primeiro, pois todos somos iguais, extinga-se tá face da terra o melhor.

Autor: Lindon Insano

O velho mão de vaca

Estava chegando na minha empresa, quando fui exposto a uma cena horrível, como que podem fazer uma atrocidade dessas. Tinha gente por todo canto empunhando grito de ordem, erguendo cartazes, uns gritavam outros urravam, comportavam-se feito animal, eu gostaria de não te-los visto essa manhã, na verdade eu gostaria de nunca os ver, eu os suporto, pois são parte importante para a confecção do meu produto, e são meus maiores consumidores, quem em sã consciência compraria esses produtos de quinta feito na minha fabrica além dos pobres coitados que é o caso dos meus funcionários.


Mas o fato é que eu os pago bem, eles ganham trinta por cento abaixo do mercado mas é um pagamento justo. Agora só por ter atrasado o salário por vinte e cinco dias eles não tem o direito de paralisar a fabrica, tem que entender que eu precisava comprar uma casa na praia e só pude fazer isso atrasando o pagamento deles, prometi que iria paga-los em trinta dias e me vaiaram, me chamaram de velho mão de vaca, querem parar de trabalhar para mim são um bando de ingratos, injustos.



By Gilvan

Em outro mundo


Certa noite acordei assustado, olhei no relógio, quero dizer celular, pois não possuo relógio, era 2:00 da manhã, um barulho estranho na rua, fiquei com aquele medo que sujeito homem não pode ter, eu me segurei, pois tem um ditado que diz homem não pode ter medo, eu cresci ouvindo essa baboseira, mas o fato era que eu estava com medo, o barulho era estranho, não se ouvia vozes. Quando abri a porta e botei o nariz pra fora veio aquele clarão, uma luz muito forte, eu não conseguia ver o que era mas fui atraído pela luz, era como se estivesse sendo puxado. Quando me aproximei mais percebi que era um objeto estranho, similar a uma aeronave, quando percebi isso fui totalmente sugado para dentro dela, fui instalado em uma cadeira, caiu sobre minha cabeça um capacete, apareceu uma tela, a tela começou a mostrar um planeta, e foi aproximando rapidamente, em poucos segundos fui apresentado através da tela e o capacete a um mundo que não conhecia, aprendi coisas que não consegui aprender nos meus cinquenta anos vivendo na terra. Eu sabia que planeta era aquele qual a população seus hábitos, o governo, os problemas enfrentados durante anos. Mas tinha algo que não saía da minha cabeça: _ Como aqueles alienígenas pareciam com os humanos.


Em poucos segundos eu aprendi tudo que se podia aprender sobre a história daquele mundo novo, e sem mais nem menos comecei a aprender a língua deles, era muito diferente, mas aquele método de ensino era rápido, em segundos aprendi a falar como ninguém me apareceu uma moça alienígena, e começou a explicar que o planeta deles foi devastado e que precisava de ajuda, apareceu dois rapazes fortes, e a moça continuou a explicar que uma força devastadora um exército maligno destruiu tudo que se possa imaginar do mundo deles, de tudo que existia naquela que era a morada de milhões agora era só poeira e destroços, precisavam de um lugar pra morar.


Comecei a pensar, podia entregar eles ao Geraldo Alckmin, não acho que não, o exército brasileiro, a USP, é vou entrar em contato com a USP. Foi quando a moça disse você aceita um drink e me veio com um copo todo enfeitado eu nunca tinha visto um copo daqueles na terra, e tinha algo dentro que eu não consegui identificar.


Foi quando eu ouvi uma voz, querido, querido, pare com isso você está bebendo a água da minha dentadura, você tem que ir no médico para tratar esse seu sonambulismo.


By Gilvan

O Hacker

Então, tragam  logo  para cá.

_Mas senhor eu não fiz nada, dizia o garoto puxado a força pelo policial, que o jogou de qualquer jeito na viatura.

O policial pegou o RG do garoto e deu uma rápida olhada rápida, e disse:

_Novembro de 1985, é você não é tão garoto assim vai pegar uns bons anos na cana, seu Hackerzinho de merda, estamos com seu notebook em mãos e quando conseguirmos cruzar os dados das empresas invadidas com o seu computador você estará encrencado, agora vamos para a delegacia você terá uma longa conversa com o delegado.

Chegando no DP foi jogado em uma cela imunda que uma média de dezesseis metros quadrados o hacker suspirou, e disse pra si mesmo, agora estou encrencado.

A cela tinha mais quinze pessoas, uma mais esquisita que a outra, e estavam curiosos quanto ao novo visitante, um cara falou: _ A moça é minha, e todos foram para os cantos da jaula, abrindo espaço para mostrar quem mandava no lugar. O cara estava em um canto da parede, era muito feio devia pesar uns 130 quilos.

O hacker olhou pra ele e pensou como é feio, e será que esse maluco nunca toma banho.

Todos deram risada e olhavam com prazer o novo morador daquela horrível residência, o gordão foi se aproximando dele com aquela cara de excitação que somente uma pessoa muito perturbada poderia fazer, chegou no seu ouvido e sussurrou, a noite é só eu e você benzinho.

Já havia passado quatro horas que o hacker tinha sido jogado naquela cela imunda, mas para ele parecia uma eternidade mas agora que o gordão chegou na sua orelha e falou baixinho um monte de obscenidades, ele começara a se preocupar.

O gordão passou a mão em seu rosto, nessa hora ele sentiu vontade de vomitar.

Foi quando o carcereiro chegou e disse: _O delegado quer falar com você hacker, e o tirou daquele, horror.

Entrando na sala do delegado, ele sentiu-se mais aliviado, mas sabia que rapidamente estaria nas mãos do gordão, iria sofrer grande pressão psicológica por parte dos policiais e depois ao voltar a cela ficaria pior. Foi quando o delegado rompeu o silêncio, perguntando então você é hacker?

_Não eu sou somente técnico de informática, não tenho conhecimento para invadir sites ou sistema de empresas, que é a alegação que estão fazendo para me incriminar.

_Isso é verdade eu tive vendo seu computador e nele tem Linux instalado e o que consta nos autos é que as empresas foram invadidas por um Windows XP, e isso lhe inocenta do caso, vou pegar o seu computador e seus pertences.

Enquanto isso do outro lado da cidade outro delegado tentava falar ao telefone, mas só dava ocupado, viu que não iria conseguir falar ao telefone, então pegou o carro e saiu feito um louco para a delegacia onde encontrava-se o nosso hacker. Era o delegado de crimes cibernéticos de São Paulo.

O rapaz agora era um ex-presidiário e já estava na porta da frente da delegacia, com seu notebook debaixo do braço direito, assoviava feito um pássaro, chegou a avistar um carro cantando pneus próximo a delegacia, o veículo parou de frente a ele e desceu o delegado que a pouco tentara fazer uma ligação telefônica sem sucesso, o carro ficou com as portas abertas e o homem subiu os 15 degraus da escada antes de entrar na delegacia pulando de três em três.

_Onde está o hacker?

_Oras, foi solto, conforme conversamos a uma hora atrás, era inocente, não?

_Puts, era ele o hacker, ele é considerado um dos maiores hackers brasileiros, tínhamos ele preso, agora vai ser difícil pega-lo novamente. Ele é ligeiro, usa documentos falsos, e para despistar utiliza máquinas virtuais. Enquanto todos estavam pensando que a maquina dele era um Windows XP, e ele aparece com um Linux, na verdade ele funciona um sistema dentro do outro.

By Gilvan

Dia de cão

ViaturaJosé estava passando por uma rua deserta destas que lhe da arrepios quando passa depois das dezenove horas da noite ele andava calmamente as mãos nos bolsos, pois estava frio aquele dia, foi quando ele ouviu um grito.


_Ei você.


Ele olhou para dentro da favela e viu um homem apontando uma arma para ele.


_Esta guardando o que nos bolsos, ande com as mãos livres se não vai ser cravejado de bala qualquer hora desta.


Lentamente ele tirou as mãos do bolço, não carregava nada nas mãos, na carteira tinha seu pagamento, e na mente as dividas que sabia que aquele dinheiro não pagaria, se fosse roubado ia ficar muito pior, a dívida iria triplicar, e sua situação ficaria bem pior.


O homem gritou falou para José apertar o passo e sumir dali, e foi o que ele fez começou a andar um pouco mais rápido, sem colocar as mãos no bolço, o susto que passou fez com que o frio passasse era como se estivesse em pleno verão, como estava feliz de não ter sido roubado, ou assassinado sem motivos.


Quando estava longe da favela acreditando estar em segurança viu uma viatura policial vindo em sua direção, sentiu-se seguro.


Dois policiais desceram como um tiro da viatura e o terceiro ficou imóvel dentro do carro, pronto agora serei enquadrado pensou José.


Eles gritavam mão para cabeça vagabundo, rapidamente José colocou as mãos na cabeça, vai pra parede, ele encostou na parede, um policial continuou apontando a arma, enquanto o outro guardou a sua e começou a revista-lo, não encontrou nada de importante, o homem que estava com a arma apontada para José chegou mais perto colocou a mão no bolço de trás de José e pegou sua carteira, entregou ao outro policial que a abriu rapidamente, pegou o RG e leu em voz alta.


_José.


_Sou eu senhor.


José ainda estava olhando para parede, o policial colocou a carteira na mão de José, os homens se encaminharam para o carro.


Foi quando José perguntou?


_Cade os setecentos reais que estava aqui?


_É o pedágio você está contribuindo com o pedágio, disse sorrindo o policial.


_Mas, vocês não podem fazer isso.


_Podemos e fizemos, e suma daqui seu maldito ou vou te faço uma peneira com meu brinquedinho, disse o terceiro policial que saiu do carro com uma sub-metralhadora apontada para José.


José saiu pensando: _Desse jeito não tem como viver, quem devo temer, em quem devo confiar.


Mas uma coisa aprendi: _Na frente de favelas nunca ande com as mãos no bolço.