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Devagar

Certo eu não entendi Faça, pegue, busque, traga aqui Quando saiu atrás Na frente estava A morte caminha Burana na face Rosada que lava...

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O surdo

Quem é você

Você é aquele que não sou eu

Aquele, é o que esta longe o qual eu aponto

Apontar hoje precisei apontar um lápis

Precisar todos precisam um dia

Dia é algo que não se toca e difícil de explicar

Tocar se faz com o tato

Fazer é executar um serviço por exemplo

Executar, em 1945 o nazismo executou milhares de judeus

Judeus, tem dinheiro mas não comem porco

Dinheiro é o resultado do suor que se troca por qualquer coisa

Resultado é o que cobram de você

Você é aquele que não sou

Ah, quem sou eu?

Eu sou Gilvan

Perdido

Meia noite ou qualquer outra hora

Ele não escolhe quanto aparecer

Tudo tenso desespero não consigo ver

Pego um cigarro, mas jogo fora

As mãos trêmulas eu nunca fumei

Cenas de horror, pessoas trucidadas

Peguei o cigarro dei uma tragada

O que esta acontecendo eu não sei

Andei um pouco aquela sensação de calor

Respirei fundo com dificuldade e dor

Que lugar é esse onde estou

Tentei acordar não consegui

O mais sensato é fugir daqui

Nada é real como na terra

Não é diferente do que te espera

Passagem só de ida

Não é o paraíso nem a terra dos suícidas.

Autor: Gilvan

A Barca

As naus se encontram

Os passageiros descem

Muitos se estranham

Mas logo se esquecem

A caminhada é imensa

A estrada é antiga

O resultado compensa

Um ataque de formigas

Banhada por vários bairros

Lapidada pela represa

Passagem de milhões de carros

Políticos a despreza.

Há séculos ela nos serve mas nunca foi terminada

Culpa dessa raça de verme

De quatro em quatro e mais nada

Quem é ela... Quem é ela...

Quem é ela...

Estrada dos Alvarenga

By Gilvan

Findesin

A terra corrompida
O homen que a explora
Nesta grande despedida
As vésperas de uma derrota

Os homens estão cegos
O que que estão fazendo
não estou mais a ver eros
Agora estamos todos morrendo

Os animais não mais sobrevivem
As árvores estão caindo
É esse azar que sempre tive
Toda a vida esta se indo

No cais do porto
Navios estão derretendo
Uma mulher, um lido rosto
Água acida estamos bebendo


By Gilvan

Natural

As árvores andam
As terras são sábias
Os rios falam
Os animais e sua lábia

É assim que é a natureza
A união de todos os seres
Um novo mundo e sua beleza

O homem não existe
A paz reina neste mundo
A corrupção não existe
também não existe tal mundo



By Gilvan

Divagando

Ontem comprei uma moto.
Motos são veículos automotores de 2 rodas.
Rodas são redondas e acompanha pneus.
Pneus tem gente que tem na barriga.
Barriga fica logo abaixo da camisa.
As camisas existem de seda e de algodão.
Seda são roubadas do bicho da seda.
Bicho é uma gíria dos anos setenta.
Anos se diz para idade.
A idade da pedra é mais velha do que se possa imaginar.
Imaginar é umas das coisas mais fantásticas do ser humano.
Humano é aquele que se diz racional.
Racional é um disco proibido do Tim Maia.
Maia era um povo antigo.
Povo é a massa que se prepara para que o governo faça manobra.
Manobrar é o que se faz quando se tem uma moto.
Moto, ontem eu comprei uma moto.

Poema Inacabado

Ela chegou a sonhar
Na floresta fechada ela caminhou
E durante dias de jangada navegou
E num belo de um dia, de um sonho acordou