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Devagar

Certo eu não entendi Faça, pegue, busque, traga aqui Quando saiu atrás Na frente estava A morte caminha Burana na face Rosada que lava...

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O velho mão de vaca

Estava chegando na minha empresa, quando fui exposto a uma cena horrível, como que podem fazer uma atrocidade dessas. Tinha gente por todo canto empunhando grito de ordem, erguendo cartazes, uns gritavam outros urravam, comportavam-se feito animal, eu gostaria de não te-los visto essa manhã, na verdade eu gostaria de nunca os ver, eu os suporto, pois são parte importante para a confecção do meu produto, e são meus maiores consumidores, quem em sã consciência compraria esses produtos de quinta feito na minha fabrica além dos pobres coitados que é o caso dos meus funcionários.


Mas o fato é que eu os pago bem, eles ganham trinta por cento abaixo do mercado mas é um pagamento justo. Agora só por ter atrasado o salário por vinte e cinco dias eles não tem o direito de paralisar a fabrica, tem que entender que eu precisava comprar uma casa na praia e só pude fazer isso atrasando o pagamento deles, prometi que iria paga-los em trinta dias e me vaiaram, me chamaram de velho mão de vaca, querem parar de trabalhar para mim são um bando de ingratos, injustos.



By Gilvan

Em outro mundo


Certa noite acordei assustado, olhei no relógio, quero dizer celular, pois não possuo relógio, era 2:00 da manhã, um barulho estranho na rua, fiquei com aquele medo que sujeito homem não pode ter, eu me segurei, pois tem um ditado que diz homem não pode ter medo, eu cresci ouvindo essa baboseira, mas o fato era que eu estava com medo, o barulho era estranho, não se ouvia vozes. Quando abri a porta e botei o nariz pra fora veio aquele clarão, uma luz muito forte, eu não conseguia ver o que era mas fui atraído pela luz, era como se estivesse sendo puxado. Quando me aproximei mais percebi que era um objeto estranho, similar a uma aeronave, quando percebi isso fui totalmente sugado para dentro dela, fui instalado em uma cadeira, caiu sobre minha cabeça um capacete, apareceu uma tela, a tela começou a mostrar um planeta, e foi aproximando rapidamente, em poucos segundos fui apresentado através da tela e o capacete a um mundo que não conhecia, aprendi coisas que não consegui aprender nos meus cinquenta anos vivendo na terra. Eu sabia que planeta era aquele qual a população seus hábitos, o governo, os problemas enfrentados durante anos. Mas tinha algo que não saía da minha cabeça: _ Como aqueles alienígenas pareciam com os humanos.


Em poucos segundos eu aprendi tudo que se podia aprender sobre a história daquele mundo novo, e sem mais nem menos comecei a aprender a língua deles, era muito diferente, mas aquele método de ensino era rápido, em segundos aprendi a falar como ninguém me apareceu uma moça alienígena, e começou a explicar que o planeta deles foi devastado e que precisava de ajuda, apareceu dois rapazes fortes, e a moça continuou a explicar que uma força devastadora um exército maligno destruiu tudo que se possa imaginar do mundo deles, de tudo que existia naquela que era a morada de milhões agora era só poeira e destroços, precisavam de um lugar pra morar.


Comecei a pensar, podia entregar eles ao Geraldo Alckmin, não acho que não, o exército brasileiro, a USP, é vou entrar em contato com a USP. Foi quando a moça disse você aceita um drink e me veio com um copo todo enfeitado eu nunca tinha visto um copo daqueles na terra, e tinha algo dentro que eu não consegui identificar.


Foi quando eu ouvi uma voz, querido, querido, pare com isso você está bebendo a água da minha dentadura, você tem que ir no médico para tratar esse seu sonambulismo.


By Gilvan

O Hacker

Então, tragam  logo  para cá.

_Mas senhor eu não fiz nada, dizia o garoto puxado a força pelo policial, que o jogou de qualquer jeito na viatura.

O policial pegou o RG do garoto e deu uma rápida olhada rápida, e disse:

_Novembro de 1985, é você não é tão garoto assim vai pegar uns bons anos na cana, seu Hackerzinho de merda, estamos com seu notebook em mãos e quando conseguirmos cruzar os dados das empresas invadidas com o seu computador você estará encrencado, agora vamos para a delegacia você terá uma longa conversa com o delegado.

Chegando no DP foi jogado em uma cela imunda que uma média de dezesseis metros quadrados o hacker suspirou, e disse pra si mesmo, agora estou encrencado.

A cela tinha mais quinze pessoas, uma mais esquisita que a outra, e estavam curiosos quanto ao novo visitante, um cara falou: _ A moça é minha, e todos foram para os cantos da jaula, abrindo espaço para mostrar quem mandava no lugar. O cara estava em um canto da parede, era muito feio devia pesar uns 130 quilos.

O hacker olhou pra ele e pensou como é feio, e será que esse maluco nunca toma banho.

Todos deram risada e olhavam com prazer o novo morador daquela horrível residência, o gordão foi se aproximando dele com aquela cara de excitação que somente uma pessoa muito perturbada poderia fazer, chegou no seu ouvido e sussurrou, a noite é só eu e você benzinho.

Já havia passado quatro horas que o hacker tinha sido jogado naquela cela imunda, mas para ele parecia uma eternidade mas agora que o gordão chegou na sua orelha e falou baixinho um monte de obscenidades, ele começara a se preocupar.

O gordão passou a mão em seu rosto, nessa hora ele sentiu vontade de vomitar.

Foi quando o carcereiro chegou e disse: _O delegado quer falar com você hacker, e o tirou daquele, horror.

Entrando na sala do delegado, ele sentiu-se mais aliviado, mas sabia que rapidamente estaria nas mãos do gordão, iria sofrer grande pressão psicológica por parte dos policiais e depois ao voltar a cela ficaria pior. Foi quando o delegado rompeu o silêncio, perguntando então você é hacker?

_Não eu sou somente técnico de informática, não tenho conhecimento para invadir sites ou sistema de empresas, que é a alegação que estão fazendo para me incriminar.

_Isso é verdade eu tive vendo seu computador e nele tem Linux instalado e o que consta nos autos é que as empresas foram invadidas por um Windows XP, e isso lhe inocenta do caso, vou pegar o seu computador e seus pertences.

Enquanto isso do outro lado da cidade outro delegado tentava falar ao telefone, mas só dava ocupado, viu que não iria conseguir falar ao telefone, então pegou o carro e saiu feito um louco para a delegacia onde encontrava-se o nosso hacker. Era o delegado de crimes cibernéticos de São Paulo.

O rapaz agora era um ex-presidiário e já estava na porta da frente da delegacia, com seu notebook debaixo do braço direito, assoviava feito um pássaro, chegou a avistar um carro cantando pneus próximo a delegacia, o veículo parou de frente a ele e desceu o delegado que a pouco tentara fazer uma ligação telefônica sem sucesso, o carro ficou com as portas abertas e o homem subiu os 15 degraus da escada antes de entrar na delegacia pulando de três em três.

_Onde está o hacker?

_Oras, foi solto, conforme conversamos a uma hora atrás, era inocente, não?

_Puts, era ele o hacker, ele é considerado um dos maiores hackers brasileiros, tínhamos ele preso, agora vai ser difícil pega-lo novamente. Ele é ligeiro, usa documentos falsos, e para despistar utiliza máquinas virtuais. Enquanto todos estavam pensando que a maquina dele era um Windows XP, e ele aparece com um Linux, na verdade ele funciona um sistema dentro do outro.

By Gilvan

Aprenda a chamar a polícia

Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com  grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali,espiando tranquilamente. Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível. Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma: - Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara! Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo. Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia. No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse: -Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão. Eu respondi: - Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma viatura disponível.

Autor: Luis Fernando Veríssimo

Ser Governado

PIERRE-JOSEPH PROUDHON


“Ser governado é: ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legisferado, regulamentado, depositado, doutrinado, instituído, controlado, avaliado, apreciado, censurado, comandado por outros que não têm nem o título, nem a ciência, nem a virtude.


Ser governado é: ser em cada operação, em cada transação, em cada movimento, notado, registrado, arrolado, tarifado, timbrado, medido, taxado, patenteado, licenciado, autorizado, apostilado, admoestado, estorvado, emendado, endireitado, corrigido.


É, sob pretexto de utilidade pública, e em nome do interesse geral: ser pedido emprestado, adestrado, espoliado, explorado, monopolizado, concussionado, pressionado, mistificado, roubado;


Depois, à menor resistência, à primeira palavra de queixa: reprimido, corrigido, vilipendiado, vexado, perseguido, injuriado, espancado, desarmado, estrangulado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e, para não faltar nada, ridicularizado, zombado, ultrajado, desonrado. Eis o governo, eis sua justiça, eis sua moral!


E dizer que há entre nós democratas que pretendem que o governo prevaleça; socialistas que sustentam esta ignomínia em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade; proletários que admitem sua candidatura à presidência! Hipocrisia!...”


PROUDHON, Pierre-Joseph. A propriedade é um roubo. L&PM Pocket. Porto Alegre. 2001. 172p. (p. 114-115). [15 de março de 2006]


PS.: qualquer semelhança com a realidade pura coincidência.

A Barca

As naus se encontram

Os passageiros descem

Muitos se estranham

Mas logo se esquecem

A caminhada é imensa

A estrada é antiga

O resultado compensa

Um ataque de formigas

Banhada por vários bairros

Lapidada pela represa

Passagem de milhões de carros

Políticos a despreza.

Há séculos ela nos serve mas nunca foi terminada

Culpa dessa raça de verme

De quatro em quatro e mais nada

Quem é ela... Quem é ela...

Quem é ela...

Estrada dos Alvarenga

By Gilvan

Findesin

A terra corrompida
O homen que a explora
Nesta grande despedida
As vésperas de uma derrota

Os homens estão cegos
O que que estão fazendo
não estou mais a ver eros
Agora estamos todos morrendo

Os animais não mais sobrevivem
As árvores estão caindo
É esse azar que sempre tive
Toda a vida esta se indo

No cais do porto
Navios estão derretendo
Uma mulher, um lido rosto
Água acida estamos bebendo


By Gilvan